NEOARQUEO
16 dezembro 2006
  Marco Miliário de Vila Nova de Espinho

Os marcos miliários, implantados junto às estradas, serviam para informar quem passava das distâncias em milhas entre as localidades. Era desta forma, prática, que os Romanos tomavam conhecimento da distância que ainda tinham que percorrer para chegarem a determinado destino. São os precursores dos marcos kilométricos de agora. Porém, não podemos esquecer que vários desses marcos eram anepígrafos, isto é, sem inscrição, não cumprindo assim a sua função de informar o viajante. Já por diversas vezes neste espaço abordei alguns desses monumentos que existiram ao longo das jeiras romanas da antiga Lusitânia, concretamente nas terras que hoje fazem parte do concelho de Mangualde. Hoje apresento-vos um bloco granítico, cilíndrico, de diâmetro mais generoso na base que no cume. Tem no topo um bloco em forma de cruz com Cristo grosseiramente insculpido. Aparentemente o cilindro tratar-se-á de um marco miliário anepígrafo, dada a semelhança tipológica com outros e por se encontar numa localidade riquíssima em vestígios da ocupação romana: Vila Nova de Espinho. Porém, pode tão somente tratar-se do fuste que suporta Cristo crucificado. Fica a foto para apreciar...e comentar...
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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