NEOARQUEO
25 fevereiro 2007
  Fontenário recuperado: exemplo a seguir...


Já no passado mês de Outubro me referi neste espaço à recuperação, melhor dizendo replicação de um engenho tradicional e útil que foi na recolha de água para consumo e regas: a picota. Tal obra foi levada a cabo por uma Junta de Freguesia em parceria com a Câmara Municipal em Terras do Caramulo. Noutro concelho vizinho, já junto ao Rio Vouga, podemos encontrar o restauro de uma fonte antiga. Efectivamente, o fontenário estava já praticamente em pré ruínas mas, a vontade de preservar, de legar ao futuro pedaços da nossa memória colectiva, pedaços de um passado aparentemente já longínquo falou mais alto...E não estamos a falar de uma reconstrução perpretada numa grande localidade, não, estamos numa pequena aldeia de Oliveira de Frades: Ribeiradio. Aqui houve bom senso, houve interesse genuíno na salvação daquilo que é de todos nós...Assim fosse por todo o lado e Portugal seria um país bem mais agradável: histórica e culturalmente falando, claro...
 
18 fevereiro 2007
  Capela de São Cipriano - Abrunhosa do Mato

Em Abrunhosa do Mato existiu até 1964, data da sua destruição, uma capela. Tratava-se de uma capela de média dimensão. Dedicada a São Cipriano, padroeiro desta aldeia, cuja estátua, em granito, encima um andor que costuma ver a luz do Sol na procissão da festa do Senhor do Calvário, normalmente realizada em Maio de cada ano. O largo onde existiu a capela é hoje conhecido precisamente por capela, pese embora o facto de ter sido baptizado toponímicamente por Largo de São Cipriano, e assinalando a existência dela foi erigido um cruzeiro.
Avaliando pelas fotos que ainda se vão encontrando não podemos afirmar da data de construção do monumento. Nos textos entretanto recolhidos das Inquirições de 1258, de D. Afonso III, o nome de Abrunhosa do Mato é referido, mas não há alusão a nenhuma capela ou igreja. Restam à vista, dispersamente localizados pela aldeia, alguns restos da antiga construção. Porém, não são suficientes para nos ajudarem a determinar a data de fundação. Pela análise da foto onde se exibe a torre sineira, pelo estilo arquitectónico, poderemos estar perante uma capela que já existiria no século XVII, isto é datando de a partir de 1600. A estátua de São Cipriano poderá datar do século XVI, o que nos faz colocar a existência desta capela pelo menos até esse século.
Tal capela foi mandada destruir por se considerar na altura que causava estorvo ao normal transito de pessoas e bens. Em sua substituição foi construída uma nova, moderna, de arquitectura simples mas acolhedora, num ponto levado da Aldeia velando assim todas as almas da localidade.
Não valerá já a pena escalpelizar sobre o erro que foi, em minha opinião, a destruição da capela. Na realidade penso que não deveria ter sido destruida, como compreendem pelas razões históricas que norteiam o meu pensamento e porque os motivos que levaram à sua destruição foram rapidamente colocados em causa: em menos de 20 anos após a sua destruição foi aberta a estrada da circunvalação que desviou completamente o transito do interior daquela zona de ruas estreitas e apertadas... Além disso hoje a capela poderia funcionar na perfeição como capela mortuária. Serviria para esse papel de uma forma exemplar: central, relativamente a toda a aldeia. Deixo aos meus amigos leitores e comentaristas algumas fotos...
 
04 fevereiro 2007
  História recente ou...longínqua II

No seguimento do post anterior exibo hoje esta velha e abandonada bomba de gasolina. Nada tem de digital, os números marcadores da quantia e da quantidade de combustível são bem à maneira antiga: mecânicos. Não foi o progresso nem o avanço tecnológico quem "matou" esta bomba, não...foi antes a rota que se alterou. Se em tempos idos a via de comunicação que passa ali mesmo ao lado tinha alguma importância outras vias mais directas às grandes cidades, aos grandes aglomerados populacionais se apressaram a votar esta estrada ao ostracismo, e com ela esta simpática bomba de gasolina...Mudam-se as vias e as rotas , mudam-se as vontades...
 
Espaço para reflexões sobre Património Cultural, Arqueologia, Historia e outras ciências sociais. Gestão e Programação do Património Cultural. Não é permitida a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo deste blog sem o prévio consentimento do webmaster.

A minha fotografia
Nome:

António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


Arquivo
Setembro 2005 / Outubro 2005 / Novembro 2005 / Dezembro 2005 / Janeiro 2006 / Fevereiro 2006 / Março 2006 / Abril 2006 / Maio 2006 / Junho 2006 / Julho 2006 / Agosto 2006 / Setembro 2006 / Outubro 2006 / Novembro 2006 / Dezembro 2006 / Janeiro 2007 / Fevereiro 2007 / Março 2007 / Abril 2007 / Maio 2007 / Junho 2007 / Julho 2007 / Setembro 2007 / Outubro 2007 / Novembro 2007 / Fevereiro 2008 / Abril 2008 / Maio 2008 / Setembro 2008 / Outubro 2008 / Novembro 2008 / Dezembro 2008 / Março 2009 / Abril 2009 / Maio 2009 / Junho 2009 / Julho 2009 / Agosto 2009 / Setembro 2009 / Outubro 2009 / Dezembro 2009 / Janeiro 2010 / Abril 2010 / Junho 2010 / Setembro 2010 / Novembro 2010 / Janeiro 2011 / Fevereiro 2011 / Março 2011 / Abril 2011 / Maio 2011 / Junho 2011 / Julho 2011 / Agosto 2011 / Setembro 2011 / Outubro 2011 / Novembro 2011 / Dezembro 2011 / Janeiro 2012 / Abril 2012 / Fevereiro 2013 / Junho 2013 / Abril 2016 /




Site Meter

  • Trio Só Falta a Mãe
  • Memórias de Histórias
  • arte-aberta
  • Rede de Artistas do Arte-Aberta
  • Museu Nacional de Arqueologia
  • Abrunhosa do Mato
  • CRDA
  • Instituto Arqueologia
  • Terreiro
  • O Observatório
  • Domusofia
  • O Mocho
  • ACAB
  • O Grande Livro das Cabras
  • Teoria da conspiração e o dia dia do cidadão
  • O meu cantinho
  • Escola da Abrunhosa
  • O Fornense
  • Um Blog sobre Algodres
  • d'Algodres:história,património e não só!
  • Roda de Pedra
  • Por terras do Rei Wamba
  • Pensar Mangualde
  • BlueShell
  • Olhando da Ribeira
  • Arca da Velha
  • Aqui d'algodres
  • n-assuntos
  • Universidade Sénior Mangualde
  • Rotary Club de Mangualde
  • galeriaaberta
  • Francisco Urbano
  • LONGROIVA
  • Kazuzabar