NEOARQUEO
24 novembro 2005
  Fonte da BELA - Já não existe...!!!


Em Abrunhosa do Mato, como já referi em anteriores “posts”, sempre houve um certa “tendência” para a destruição do Património, seja ele de que espécie for.
Em 1914 foi inaugurada uma fonte (de chafurdo) monumental, semelhante em termos arquitectónicos e em volumetria à Fonte Arnoz ou Arenosa, como se queira chamar; esta felizmente ainda está de pé…!!!
Aquela Fonte foi mandada construir por vontade de uma pessoa, benemérita por conseguinte, desta aldeia: a D. Felisbela, mimosamente tratada por Bela. Daí o nome da Fonte: Fonte da Bela.
Esta Fonte aproveitava a mina que trazia a água que brotava na nascente junto ao Poço dos Texugos.
Em 1948, por razões que nem a razão conhece, presumo uma vez mais que tenha sido em nome do progresso, o tal que serve para justificar tudo e todos, foi mandada destruir e assim aconteceu…
Já não existe…
Em seu lugar existe uma rua e um largo, sobranceiro e paralelo à rua, e o transito que circula nesta rua é mais ou menos nesta proporção: 1 automóvel de meio em meio ano; e acreditem que estou a ser muitíssimo generoso…Desculpem, se calhar também lá passa o carro dos Gelados da “Family Frost”…no Verão.
Para perpetuar a memória do monumento, a actual Junta de Freguesia mandou edificar no local um Painel de Azulejos. Atitude digna de registo e de louvar.
Meditem bem: a destruição deste monumento foi ou não contra aquela multidão que no dia da inauguração se juntou, em alegria, junto dele a da D.Bela, conforme se vê na Foto?? Será que em 34 anos todas as pessoas de Abrunhosa do Mato mudaram de ideias e já não gostavam de ver ali aquele fontenário??
 
<$Comentários$>:
Aceito que há quase 60 anos atrás, a tivessem destruido em nome desse tal "progresso", não aceito é que, 60 anos depois se continue a destruir o que quer que seja, em nome desse mesmo "progresso"!
Já deviamos ter mais juizo!
 
Compreendo o teu raciocínio, porém este meu feitio não me permite aceitar de ânimo leve. O objectivo é de facto "termos mais juízo" e sermos intervenientes activos para que situações desta não aconteçam mais.
 
Estou espantado com esta foto.
Onde é que a fostes desencantar?

Com o tempo muda-se a vontade. É bem verdade.

Tal como com a fonte da Bela, nos dias de hoje temos a questão do nosso campo da bola - CRDA.

O que dirão daqui a 60 anos disso?
Bem... Para já, só temos que nos preocupar com aqueles que lá andaram, por carolice, a construi-lo.
 
Continuo espantado com a foto.
Nunca imaginei que tinham tirado foto na inaugurção.
Já a guardei para mim. É uma pérola.
 
Não podemos ser radicais ao ponto de acharmos que tudo o que é feito em nome do progresso é mau. Reconheço que os exemplos que conhecemos são, na sua maioria, vergonhosos para todos nós. Mas pergunto: Como seria a Lisboa de hoje se não tivesse existido o terramoto de 1755? Teriamos a Lisboa do Marquês que hoje conhecemos? Não questiono se a Lisboa de hoje é melhor ou pior para Portugal porque não temos dado que o permitam concluir. Mas parece inimaginável ver uma Lisboa "atrofiada" em redor do Tejo.
No que toca à Fonte da Bela: Não parece, de facto, que o seu desaparecimento tenho contribuido para algum progresso. É como diz o Tsfm passa lá um carro de ano a ano. Eu gostaria de a conhecer ali ou vê-la, transladada, noutro local.
 
Alex, o caso do campo da bola penso que se trata de uma situação distinta, trata-se de melhorar e valorizar um espaço que está destinado ao abandono, mantendo-o ligado à mesma actividade para que foi destinado, a pratica do desporto. Se a dita Fonte da Bela, já que foi com ela que começamos, tivesse sido adaptada ao longos dos tempos e modernizada consoante as necessidades, de certeza que se tinha respeitado todo o fundamento da sua criação e intenção. Sou contra a destruição em nome do "progresso" mas não contra o progresso.
 
Concordo com o North. Parecem-me coisas diferentes.
Mas é impressionante ver a multidão de gente que se juntou para assistir à inauguração. Isso também se perdeu.
Dá para perceber, ainda, que Abrunhosa do Mato sempre foi muito populosa e que tem vindo a perder muita população nas últimas décadas.
 
De facto tens razão TSFM.
Estou a lembrar-me da capela que também foi desmantelada nos anos 60.
Nunca ví fotos dela.
Por acaso não tens nenhuma nas tuas "palheiras".
 
Estou plenamente de acordo com o que dizem North e JL.
O TSFM quando esteve comigo na Direcção do CRDA é testemunha disso.
Aquele espaço tem necessariamente de ser bem aproveitado noutras coisas.
Quanto ao projecto que ví para ele, só acho que peca por não ceder mais espaço para via pública na sua envolvente. Isto é, alinhar melhor aquelas ruas.
 
Calma...Alex. A seu tempo, isto é: a meu tempo publicarei um post a falar nisso. Ainda não tenho todos os pormenores...é só aguardar mais um pouquito.
 
Este ultimo post é a resposta ao Alex acerca de Capela dos anos 60...
 
Outro comentário me merece esta foto: num outro artigo colocado aqui foi posta a dúvida se os fotógrafos, na época, andavam de aldeia em aldeia ou estariam "residentes" na Vila e sede de concelho. Aqui está a prova de que os ditos já conheciam o caminho para Abrunhosa.
Ou então, mais curioso ainda, já alguém aqui possuía um desses aparelhos milagrosos que conseguia registar tão solene momento. inclino-me mais para a 1ªa hipótese, pois parece trabalho de profissional.
 
realmente grande trabalho amigo tsfm.. a foto é fantastica e parabens pela qualidade da informação! acho que antes de postar um qualquer artigo (foto) vou tentar saber mais dela..
obrigado
um abraço
 
È digno de registo, sem sombra de dúvidas esta foto, a construção, a inauguração, a festa, … e a atitude da altura, contra ou a favor de alguns, o certo é que se construiu a “Fonte da Bela” ou não seria do povo em geral? 34 Anos depois da inauguração, a fonte que era da “Bela” deixou de existir.
O que importa agora é olhar para o presente com intenção de melhor preparar o futuro. Conhecer e preservar a nossa História, as nossas histórias e as nossas coisas, será a melhor atitude. Pouco importa agora colocar placas e fazer festas “Aqui Jaz”, hábito nos últimos tempos em Abrunhosa, as minhas desculpas ás pessoas que concordam com tal atitude. Antes das placas e festas do “aqui havia” ou eu “ainda sou do tempo em que… e apontando para o painel de azulejos” terá que acabar de uma vez por todas. Muito ainda há a fazer, e pouco se vê!
Quem for para os lados dos moinhos, dá-se conta que é urgente uma sensibilização e ajuda para a preservação, os lixos que são deitados num dos sítios onde se avista uma das mais bonitas paisagens das redondezas, nada tem sido feito para preservar estes espaços, será que estão à espera de colocar uma placa com os moinhos e com a paisagem sem lixo. A fonte Arnoz ou Arenosa, as casas típicas, as Alminhas, o Sitio da Cruz, as fonte e tanques existentes etc, etc, etc,… melhor que eu sabem os Abrunhosenses.
Preservar, recuperar e até fazer réplicas para perpetuar uma memória é urgente.
 
Fotógrafos e fotografias. Jl, não esquecer que esta fonte retrata um momento especial, uma festa onde, não só o povo de Abrunhosa estava presente, mas também o das redondezas, (Não será por esse motivo a existência de muita gente na foto?) justifica-se portanto a presença do Fotografo. Se conseguires arranjar uma foto da fonte, do ano de 1914, 1915, 1916 ou até mesmo de 1934, com um popular a beber água da mesma, ou outra, aí sim a “História” poderá cair por terra, pelo menos pelos lados de Abrunhosa.
Mas … pode dar-se o caso de existir nessas terras um fotógrafo.
 
Bem, eu não quero ser advogado do diabo, mas se calhar em 1948 também houve uma festa, para inaugurar o tal largo que existe no lugar da fonte.
Isto não quer dizer que eu concorde com a destruição do património em prol do progresso, eu penso que obras dessas devem marcar o tempo e devem ser deixadas para que os nossos sucessores nos respeitem a memória.

Relativamente ao campo de futebol, tenho de lá boas memórias… e algumas fotografias, mas no caso vai continuar a servir para as praticas desportivas, a ver vamos….
 
Primeiro um abraço.
Não foi concerteza contra a população que a fonte foi destruída(!) e sim, em 34 anos as pessoas mudaram de ideias. O desmantelamento da fonte deve ter tido muitos apoiantes pois tinha deixado de servir para o fim com que fora criada e ... estorvava: 1 - A Abrunhosa estava muito mais bem servida de fontanários que em 1914, a poucos metros daquela fonte passou a haver 3 fontes (três), todas elas muito mais funcionais e de água corrente, uma delas a 50 metros (esta desapareceu há bem pouco tempo, quando as questões de patrímónio já estavam na ordem do dia e, agora sim, já não há desculpas...); 2 - A fonte da Bela era muito funda, tornava difícil e penoso subir as escadas com os cantaros de água, para casa e para os animais; 3 - Provavelmente deixara de ser utilizada, face à oferta que passara a existir; 3 - A fonte era de chafurdo e aquilo era uma chafurdice... não sendo aconselhável por questões de saúde; 4 - Porque o principal forno da aldeia ficava logo alí e os carros de bois com a lenha não deviam manobrar bem. 5 - A rua era muito apertada (mesmo sem fonte) e quando se cruzavam dois carros de bois era uma chatice fazê-los andar às arrecuas. 6 - Na época a rua era utilizada diáriamente por dezenas de pessoas e... talvez estorvasse.
7 - A fonte nunca chegou a ser um momumento, foi apenas uma fonte;
8 - O Plano Estratégico de Longo Prazo, para a Abrunhosa, contemplava, no capítulo das Infra-estruturas Básicas; a) Dotar a Abrunhosa de abastecimento público de água à população (vide número de fontanários existentes); b) irradicar focos de doença e todo o tipo de chafurdice (vide arranjos das poças da ponte e da fonte Arnoz); c) Arranjos de ruas, permitindo passagem dos modernos veículos motorizados (vide alargamento da rua do moledo, o recuo das casas da D. Fernanda e da Nascimenta e a demolição da pequena Capela - imaginem o Largo da Capela com uma Capela ) e, talvez mais importante, permitir a passagem futura do carro dos gelados da “Family Frost”, pelo menos uma vez no ano.
Como vêem, razões não faltam.
Nota: O painel alusivo à fonte está quase no local, mas na rua errada.
Quanto a haver muita gente na inauguração, relembro que a Abrunhosa tinha naquela época cerca de 750 habitantes, quase metade da população de Mangualde
Quanto à "tendência" de destruição que "sempre" houve na Abrunhosa, não me parece que se adapte a este exemplo. O fontanário desapareceu depois de serem construídos vários outros e a própria Capela, que não tinha dimensão para a população da aldeia, só foi demolida depois de iniciada a construção de uma igreja nova e com muito maior. Não houve destruição (parece de bombista), houve substituição para melhor.
 
Quero felicitar o autor do blog, "simplesmente" por me dar oportunidade de, pela primeira vez poder "ver" através desta foto, a famosa fonte da bela. Em relação a destroições, esta não teve, não tem e nunca terá justificação possivel, mas foi no tempo dos "senhores". "vocês sabem do que é que eu estou a falar".
OBRIGADO PELA FOTOGRAFIA, como alguem já disse, é uma RELIQUIA.
Estás de parabéns.
 
E digo mais - abaixo as fontes de chafurdo de todo o pais, - para evitar a chafurdice.

Abaixo as capelas nos largos das aldeias- para não estorvarem é claro!

As placas comemorativas de monumentos (já me esquecia) a Fonte da Bela, pelo que vejo na fotografia,não é um monumento, foi só uma fonte- abaixo também com ela.

Compreendo, no entanto, que
devia ser muito complicado, na altura, fazer as manobras com o carro de bois, para quem o tinha.

É que, como sabemos, para fazer tal manobra era preciso destreza para coordenar esforços no sentido de o animal obedecer ao dono, a carroça, na altura sem espelhos laterais e retrovisores podia muito bem embarrar em qualquer parede ou até na própria fonte e para não contar com os cornos dos bois, sempre aumentava a dificuldade.

O melhor seria ter vacas.

Pergunto-me - Como nesta aldeia já não há carros de bois, então a placa alusiva já pode ser colocada em cima do local em vez de - em frente?

Quanto à chafurdice, confesso que não obstante saber que em todos os lados, aldeia, vilas e cidades antes de haver saneamento básico, era trabalhoso manter a higiene pública, isto porque era necessário lavar as fontes,limpar as ruas, mudar frequentemente nos pátios, onde existiam, as giestas e as carumas, para evitar maus cheiros, e estrumar as terras, nem por isso concebo que vivessem, os nossos antepassados, numa chafurdice.
Na chafurdice vivem os suinos! Para não dizer porcos.
 
Saúdo a salutar discussão que se gerou em torno deste tema. É bom verificar que, independentemente das opiniões, o assunto motivou uma discussão acesa mas respeitadora. Parabéns a todos.
Que isto sirva, também, de exemplo a quem conduz o nosso destino. É bonito ver, há que salientar, que as vozes que por aqui proliferam são, na sua maioria, de “gente anónima” quase nunca ouvida. Como diria um dos comentadores: aqui não falam só os “senhores”.
Não discuto se o desaparecimento da fonte constitui ou não uma perda histórica e “monumental”. Parece-me que os factos relatados pelo TSFM indiciam um estudo quase “exaustivo” e, por conseguinte, a ele cabe fazer essa avaliação enquanto historiador. Não discuto que o desaparecimento da dita era condição “sine qua non” para o inevitável progresso que aí vinha. Sou, por norma, a favor do progresso. Há, contudo, regras que devem ser respeitadas. E todos os actos devem ser sobejamente pesados para que deles não resulte uma atitude “pior do que a emenda”.
Ao ler o comentário de j a Abrantes fico com a ideia, talvez errada, que todo o sentido textual é na defesa de quem, inconsequentemente, mandou destruir a fonte da Bela e a capela de S. Cipriano. Em momento nenhum do texto do TSFM se vislumbra qualquer ataque pessoal aos mandatários de tal feito. Na verdade e pelo que conheço dele, esta é uma crítica feroz ao colectivo e não ao individuo. Não conheço a realidade da época o suficiente para um juízo de valor. Parece, contudo, que nesta obra o individual se sobrepôs ao colectivo.
No mesmo comentário encontro algumas contradições que gostaria de ver esclarecidas por j a Abrantes: A Fonte e a Capela foram demolidas em nome do progresso. As razões foram esclarecedoras. Fico, no entanto, com algumas dúvidas:
1 – O painel “à memória” da Fonte está mal colocado. Quer dizer que se fosse colocado no local de existência da mesma já não impedia a passagem dos tais veículos motorizados? A Fonte, por princípio, com uma volumetria de longe superior era impeditiva de uma simples manobra de carro de bois (digo simples porque tive o privilégio de conduzir um que o meu avô possuía).

2 – Seguindo o raciocínio da Capela que foi derrubada apenas depois de estar garantida a construção de uma nova, fico com a ideia que em Mangualde poderíamos ter destruído a Igreja Matriz logo após a construção da nova Igreja no Complexo Paroquial. Tanto quanto sei a capela seria seiscentista e com fundações do Séc XII.
Os transportes de grandes dimensões podiam fazer-se pela Circunvalação. Foi, aliás, essa a filosofia que fez mover a mesma, o que prova que, afinal, a queda da Capela foi infrutífera.

Saudações
 
JL gostei desta observação: "fico com a ideia que em Mangualde poderíamos ter destruído a Igreja Matriz logo após a construção da nova Igreja no Complexo Paroquial."
 
Às vezes ponho-me a pensar o que fez da Abrunhosa a terra que é e que foi. Foi obra de "Senhores"? Foi. A Abrunhosa teve o que julgo ser uma vantagem sobre as outras, ter "Senhores", vários, muitos. Não existem solares ou casas apalaçadas, não existiam nem existem grandes proprietários. É verdade, ao contrário de outros lugares a Abrunhosa teve a vantagem de ser uma terra de iguais, uns mais iguais que outros, como sempre acontece. Na década de 40, quando se situa a acção, os mais ricos da terra tinham 1 guarda-chuva, não tinham 2, andavam a pé como os outros e os seus filhos tiveram que emigrar. Não passavam fome nem andavam rotos, ao contrário de muitos outros e isso era uma vantagem muito, muito grande.
Ler o Manuel Luís da Costeira, "Do Alto das Fiandeiras" permite-nos olhar os "Senhores" da Abrunhosa. Repararam quantos já passaram nas páginas dos jornais? Na época, as melhorias que se introduziam não eram obra de um indivíduo eram obra do colectivo e de líderes. Só assim se pode fazer alguma coisa. Será pensável imaginar a demolição de uma Capela contra a população, contra a Igreja? Será pensável a demolição de um fontanário contra a população? Claro que não. A construção do cemitério esteve a cargo de uma comissão, a construção da Igreja, já na década de 60, esteve a cargo de outra. Era assim qur se fazia na altura. Porque era a comunidade que se interessava, com uns a interessar-se mais que os outros e a fazer as coisas andarem para a frente. Havia um Rancho Folclórico, havia uma Filarmónica, havia a "Mocidade", etc, e isto não é obra de uma pessoa mas de muitos "Senhores".
A demolição da fonte e da Capela têm de ser vistas no tempo em que ocorreram, não fora dele. As verdades de hoje não são as de ontem.
Hoje, julgo que ninguém defende a demolição de tais obras, mas hoje é hoje e não 1948 ou 1962. Quanto à localização da placa, é óbvio que é coisa de somenos importância, acontece que não foi colocada na rua onde se situava a fonte, só isso. No que respeita à circunvalação..., primeiro alcatroaram a estrada da Abrunhosa ao Alto da Cruz, anos depois do Alto da Cruz à estrada Gouveia-Mangualde, anos depois para as Contenças, depois e depois e só mais de 30 anos depois é que a estrada de circunvalação foi aberta.
Continuo a achar que as demolições não foram contra a população e que essas se deveram às necessidades e aspirações que a população, à época, sentia. Se hoje achamos que não deviam ter sido feitas é outra coisa.
 
António Luís Tavares

Para que não seja só falasr, venho lançar para a mesa uma
Proposta a apresentar à Junta de Freguesia de Cunha Baixa, Câmara Municipal de Mangualde e entidades necessárias para o efeito:

Que seja criada uma equipa de especialistas que procedam à investigação do solo e subsolo do Largo da Capela, em Abrunhosa do Mato, visando procurar vestigíos arqueológicos no local onde esteve localizada a antiga Capela de S. Cipriano.

Quanto aos promenores técnicos e floreados de uma tal petição, deixo contigo. Influência política é com o João Lopes. Qualquer apoio, contém comigo.
 
Quem construiu (pagou) a fonte, também o fez p/ satisfazer uma necessidade da população, e p/ que o povo tivesse outras aspirações, se soubesse que depois da necessidade satisfeita a aspiração era... PUMM!!
Talvez nunca tinham satisfeito a necessidade no "chafurdo", sujeitos epidemias e a chegarem á superficie com quembras nas pernas, era melhor ir há ponte com o cantaro, esperar na fila e depois subir a ladeira com o cantaro à cabeça. O srº não o fez, tinha a fonte arenosa mais perto, mas eu sei quem o fez.
 
J a abrantes, antes mais um abarço também para ti, quanto à proposta que lançaste entendo que para se avançar em qualquer sentido, da escavação ou da não escavação é necessário, antes de mais, que haja previamente todo um trabalho de investigação histórica (moroso e trabalhoso, como calcularás) com o objectivo de nos permitir formular uma série de perguntas, de dúvidas. Só depois se está em condições de se puder concluir se vale ou não a pena escavar. E isto porquê? Porque as respostas às perguntas formuladas podem encontrar-se nos textos históricos e assim não valerá a pena a escavação, pois esta pode não nos trazer nada de novo, a não ser pôr a descoberto as antigas estruturas dos alicerces. Porém pode chegar-se à conclusão que pode valer a pena a escavação se se suspeitar, por exemplo, que a planta antiga da Capela poderia ser em muito diferente daquela que tinha em 1962; o que até pode ser verdade, e isso levantar novas questões. Existe, portanto, uma quantidade de informação que tem que ser investigada antes de qualquer tipo de intervenção, e considerar se as intervenções de escavação se justificam ou não, em função de vários factores. Temos sempre que ir para o "terreno" com perguntas para obtermos respostas. Estou a pesquisar, há já algum tempo, bibliografia e outros documentos, que me posssam elucidar sobre a Capela. A seu tempo alguma coisa hei-de publicar, aqui ou noutro veículo de informação. Até lá...vou continuar com este e outros trabalhos de divulgação, para que pelo menos consiga "acordar" consciências e lançar debates para os problemas do Património(e da sua defesa). È que a questão da "Fonte da Bela", a questão da "Capela de São Cipriano" não são apenas um problema da nossa Abrunhosa do Mato, trata-se de um problema transversal a vários pontos do país. Hoje muitas Autarquias já têm um Gabinete de Arqueologia para proceder à defesa e qualificação do diverso Património dos Concelhos mas, pasme-se, tal como no passado, continuam a acontecer os mais diversos atentados. Devo ainda referir que eu não "julgo" as atitudes do passado aos olhos do presente, pese embora o passado a que nos estamos a referir em concreto (Fonte da Bela e Capela) seja apenas uma fracção de segundo, ou nem isso, se pensarmos em Tempo Histórico. Mas, julgo sim ter o direito de questionar essas e outras atitudes.
Neste momento, e em primeira mão, te informo e aos restantes participantes do NeoArqueo, que tenho em fase de conclusão um projecto a apresentar à Junta de Freguesia de Cunha Baixa-Abrunhosa do Mato, sobre a recuperação das Sepulturas Escavadas na Rocha (medievais) desta freguesia, bem como de algumas Alminhas. Outras novidades, ou nem por isso, irão continuar a aparecer no blog. Um abraço.
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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