NEOARQUEO
07 janeiro 2006
  BANDA Musical em Abrunhosa do Mato

Abrunhosa do Mato não é de todo a Bahia, no Brasil, onde não se nasce estreia-se, dado o elevado número de artistas que possui, porém, artística e culturalmente esta aldeia sempre foi rica. Desde sempre houve manifestações culturais: teatros, ranchos, bandas, grupos musicais, músicos, escritores, actores de cinema, enfim uma panóplia. Hoje, as coisas não são bem assim.
Mas é da Banda Filarmónica que vos quero dar notícia: a avaliar por testemunhos orais e por fotos (uma das quais esteve patente durante alguns anos no Sótão, local de ensaios do Conjunto Irmãos Abrantes, do qual fiz parte) a Banda terá tido a sua fundação no longínquo ano de 1917. A sua fama correu célere e muitos foram os espectáculos por esse país fora. Se o mérito musical não se pode retirar aos músicos, a todos eles, é fundamental referir uma personalidade incontornável daquela formação: António Simão, o Mestre da Banda. Esteve na génese daquele projecto, deu-lhe corpo e, pelos conhecimentos extraordinários de música que possuia, naturalmente que a regência ficou nas suas mãos. Era necessário tornar publica esta homenagem, embora que singela.
A extinção da banda terá ocorrido no período de entre 1942 e 1947. Foi uma altura em que se verificou uma grande onda de emigração. Os Abrunhosenses sentiram necessidade de procurar novas paragens, novos horizontes, mais largos que os da terra que os vira nascer. Naturalmente que o Brasil, o ex-Congo Belga, ficaram enriquecidos com mais alguns músicos de craveira; perdeu a Abrunhosa. Sabe-se que por volta de 1947 já não havia banda, mas sim duas tunas ( rivais e antagónicas, e por isso efémeras) eram "Os Verdetes" e "Os Prazeritos".
 
<$Comentários$>:
Que pena ter existido apenas 5 anos.
Quem sabe se não surgirá de novo!
Estamos a aguardar.
 
Amigo "crónicas de ariana" olhe de 1917 a 1942/1947 vão de 25 a 30 anos, compreendo que os cincos anos lhe surjam por sugestão da data de fim da banda (entre 1942 e 1947). Não me leve a mal o reparo.

Relativamente á Banda Filarmónica, é sempre bom conhecer as raízes da cultura musical da Abrunhosa do Mato. Agora, depois de ver as fotografias, compreendo porque havia sempre festa quando jogava futebol no Abrunhusense, não ganhávamos ordenado, mas ganhávamos jogos e no fim havia sempre muita folia, a bela feijoada e o bailarico do CRDA. Saudosos tempos...


Um abraço
 
Amigo greensky, na altura em que jogava futebol em Abrunhosa, (é só fazer contas) já não existia Banda Filarmónica, se o bailarico ao fim de uma feijoada era uma realidade, só poderia ser ao som dos Irmãos Abrantes. Com sorte na viola o amigo tsfm.

Hoje, nem banda nem Futebol e um qualquer dia destes, nem campo de futebol...

Apenas em Abrunhosa, musicalmente falando, o Trio só falta a Mãe, e os promissores "Passadores" de música e karaoke, manos maravilha!

Abraços
 
Gostei dessa dos "manos Maravilha".
 
Tavares, modestia à parte este artigo devia estar publicado no blog da Abrunhosa.
:-)
Sempre que faças artigos, exclusivamente sobre a Abrunhosa, podias enviar-mos para publicação.

Ficava bem melhor lá. Não achas?
 
Hoje dessas Bandas só restam alguns elementos e muitas histórias. Pouco mais. Mas, rezam os habitantes, que era uma Banda muito prestigiada.
Agora só temos a Banda Larga!
 
Muitas das vezes, as homenagens não são feitas a quem as merece. As pessoas esquecem-se dos sacrifícios e dedicação que muita gente deu à sua terra.
 
N'aquela foto, está lá o meu falecido Avô...
 
Qual deles é? Identifica-o. Como vês, ainda bem que se vão fazendo estes artigos, servem para nos lembrarmos de coisas e pessoas, até familiares, que já não existem e que nos fazem falta.
 
Adorei ver esta foto da banda, fiquei muito emocionado em ver o meu pai que é o Canhoto. Parabens para quem fez essa reportagem...beijinhos Madalena - Rio de Janeiro - Braisl.
 
Muito interessante as fotos antigas...trazem boas lembranças de nossos sempre estimados e queridos familiares e amigos...que venham outras fotos...Aurélio S. Martins, Rio de Janeiro, Brasil, natural da Abrunhosa do Mato.
 
o ricardo cunha nao sabe tocar
 
Gostava de saber da existência das minhas grandes amigas e colegas do colégio grão Vasco - NELAS, aí da abrunhosa do Mato que se chamavam DEOLINDA Henriques loureiro,a irmã MATILDE, A Mª. DA LUZ, A Mª: do PATROCÍNIO; A DORES, A VERA LÚCIA .Muito boas pessoas que sempre se recordam com saudade !!!. Escrevam-me e deem-me notícias para acrivilar@hotmail.com
 
O Ricardo Cunha é um gênio musical...
 
Gostei de ver a foto da banda, onde meu pai nela esta. Parabéns pela crônica. Meus Agradecimentos a todos pela reportagem, que me emocionou muito. Antônio Feliz R. Martins
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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