NEOARQUEO
08 janeiro 2011
  As Romanas eram lindas!...

Só mesmo uma cara como esta poderia usar uns brincos iguais aos que publiquei no post de 23 de Março... Que pena não existir já o corpo desta estátua... Uma senhora tão bonita, tão delicada, deveria ser na realidade de uma elegância extraordinária.
Esta cabeça de mármore apareceu no Milreu, em Faro, no Algarve, e é do Século I d. C. Seria com toda a certeza uma dama de uma posição social elevada. Aliás, ter a honra de ser representada numa estátua de mármore, só podia ser apanágio de alguém com um poder social e económico extraordinariamente acima do normal. Trata-se, sem dúvida, de uma cidadã romana e não de uma indígena romanizada, a avaliar pelo cabelo, pelo penteado, típico das senhoras aristicráticas romanas. Seria a esposa de um governante do sul da Ibéria? Seria a esposa de um comerciante que, emigrando para aquelas terras quentes, fez fortuna? Quem seria? Eu não sei, imagino apenas que muitas paixões tal senhora deve ter despoletado...
PS Este Post foi transferido para data posterior por questões técnicas.


 
<$Comentários$>:
Sem duvida lindissima, embora em marmore podemos imaginar como seria na realidade, e pena como diz so existir a cabeca, sempre e melhor que nada.

Um abraco amigo.
 
Ou seria, simplesmente, uma mulher bem posicionada que, de férias pelos Algarves, perdeu a cabeça por um Zé Zé Camarinha da época? A dúvida ficará para sempre na cabeça do historiador/investigador!
 
Ou a estatuária assim as fazia... seja como for, concordo... não há maior beleza que a de uma mulher morta!
 
Interessantíssimo este blog!
 
Claro!
Até lhe levaram o corpo....muito mais que paixões!!!!
 
As romanas eram lindas, já os romanos eram um bocado abixanados :P
pedrinha rolante
 
A vivacidade foi a qualidade que os gregos mais apreciaram na sua arte. Diz-se que Dédalo, o arquétipo do grande artista, fez imagens tão naturais que podiam levantar-se e andar.

Esta estatueta “de corpo roubado” é um bom exemplo disso.

Abraços
 
Pelo busto e restante mármore era de boa qualidade.
Na Lusitânia havia bom material. Deve ter deixado muitos algarvios mareados.
 
È pena o marmore ser frio, mas parece coisa fina...
 
Quantas vezes me perco a pensar... que tudo o que somos hoje... ainda é suportado pela nobreza destes «escombros»... e que nunca será demais investir em preservá-los, procurá-los, estudá-los!
 
Roubei-te a foto da romana. Moro perto das ruínas de Milreu, que fica em Estoi.
 
não há maior beleza que a de uma mulher morta!



até me arrepiei...:-C
 
Não lhe seria difícil saber quem é esta senhora retratada na foto. Sabendo que a estátua provém de Milreu, uma pequena pesquisa na net te-lo-ia levado à página do M.N.A. (Museu Nacional de Arqueologia) de onde poderia retirar toda a informação preliminar disponível sobre esta peça. Aqui lhe deixo o link: http://www.mnarqueologia-ipmuseus.pt/?a=3&x=3&i=12 e a solução de tão grande enigma: «A moda deste penteado foi criada por Júlia filha de Tito e esposa de Domiciano, no período flaviano, tratando-se talvez mesmo de um retrato da própria imperatriz.»

Um abraço
 
Caríssimo amigo,

agradeço o comentário, útil. Porém já tinha ido ao site que me indicou e que agradeço.Já tinha tomado conhecimento dessa situação, de forma que já fiz um artigo num Jornal Local sobre esta figura e onde já faço alusão à provávele identidade da senhora.
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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