NEOARQUEO
07 maio 2006
  Alminhas, de novo...

Já escrevi sobre as Alminhas, bem nos começos do NeoArqueo. Venho de novo com este tema, que é caro a alguns amigos. De facto, graças aos trabalhos de levantamento destes monumentos de religiosidade popular, levados a cabo por alguns elementos da direcção da Associação Cultural de Santo Amaro de Azurara, na Freguesia de Mangualde, é possível, hoje, termos uma ideia aproximada de quantos por aqui existem e o seu estado de conservação. Muitos deles são autênticas obras de arte de cantaria, dada a extrema beleza e exuberância de motivos decorativos. Outros são bem mais simples, pequenas preciosidades de cantaria singela, colocados numa ou noutra encruzilhada de um qualquer caminho velho, como que esquecidos e votados ao abandono.
Se a intenção das alminhas era convidar o comum mortal a deter-se um pouco e a orar pelos que já partiram desta vida, e que por mal dos seus pecados se encontravam ainda no purgatório, cumpre-nos a nós, agora, zelar para que estes exemplares se mantenham nos sítios originais, devidamente preservados.
As Juntas de Freguesia, muitas vezes os principais responsáveis pelo património que é de todos, levam a efeito acções de preservaçao destes monumentos. Faço aqui um apelo a que quando o quizerem fazer que se rodeiem, que peçam ajuda a arqueólogos ou historiadores. O risco de não o fazerem é por vezes o de danificar, sem intenção, mas irremediavelmente, alguns pormenores destes monumentos. A título de exemplo, refira-se que durante uma determinada época era moda as alminhas serem pintadas de vermelho. Limpá-las com jactos de areia, como eu já tive notícia, destrói essa camada de tinta, e desvirtua a originalidade do monumento.
Já agora, um apelo aos que julgam estar a preservar, como se vê no exemplo da foto de baixo: não façam isto, pelo amor de Deus...
 
<$Comentários$>:
Meu caríssimo amigo,

Desde já o meu mais reconhecido agradecimento, pela referência ao trabalho do GCR de Santo Amaro de Azurara, que começas a conhecer em pormenor. É um prazer ter-te como amigo.

Estes levantamentos que esta associação tem feito, em diversos níveis, são conhecidos por pessoas como tu e outras que se interessam e muito já fizeram e fazem para registar muito do património da nossa terra (Mangualde), sem nada receber. É por isso que, por vezes me indigno, ouvir dizer ou até mesmo ler, que trabalhos a este nível não conhecem nenhum feito nestes últimos tempos, o trabalho existente é só o que certos “curiosos” desta arte fizeram … bem, nem merecem resposta!

É de extrema importância o teu reparo a quem quer preservar estas obras de arte (Alminhas), muitas vão desaparecendo, outras destruídas, outras simplesmente ignoradas e outras preservadas.
O trabalho que esta associação e tu estão a fazer é o que obrigatoriamente as Juntas de Freguesias / Câmaras Municipais deveriam fazer. O problema é que ultimamente se preocuparam rapidamente em fazer o levantamento e o registo de terrenos / Baldios para ficar pertença da sua Junta ou Câmara (é o valor euro que conta, nada mais).

Muito ainda existe para registar, muito trabalho temos a fazer! É por isso que estamos aqui, temos que, ao menos, pagar o prazer da nossa existência na terra.

Já agora uma pergunta: Disponibilizas-te o teu tempo como técnico de Arqueologia à Junta de Freguesia da Cunha Baixa, para sinalizar e preservar as “campas escavadas na rocha” existentes nessa mesma freguesia, já obtiveste-te respostas, ou ainda não?

Agradecido pelo teu trabalho!

Abraços
 
Quem não conhece não sabe como lidar com estas riquezas, por muita boa vontade que tenha, julgando que está a preservar acaba por destruir. Aposto que esta cruz pintada a vermelho deve ter sido feita com o mesmo intuito de quem lavou o vermelho das outras que referiste.
Num e noutro caso se dão perdas irremediáveis.
 
So posso concordar com tudo quanto o amigo faz referencia. So queria acrescentar algo, que se faca algo para que nao possam ser desviadas (queria dizer roubadas) no meu concelho nestes ultimos anos, que eu saiba ja desapareceram tres.
 
Muita gentinha devia passar por aqui para aprender, assim não faziam tantas asneiras.
 
É sempre muito bom passar por aqui e apreender sempre algo de novo. Quanto às alminhas, que proliferam pela nossa zona, é pena não haver maneira de controlar os tansos que mexem sem saber, mas pela cor utilizada não é da elite verde...

Um abraço
 
Ó amigo TSFM desculpa a ignorância, mas só agora me apercebi que o Trio Só Falta a Mãe, é o Sr. e as suas filhotas...

Li no blog de Abrunhosa sobre o miradouro do Mondego, como não conheco e gostava de ficar a conhecer através de uma visita, pedia ao meu amigo que me desse umas dicas de como poderei lá chegar.
Obrigado.
 
Bom trabalho este o do GCR de Santo Amaro de Azurara - e o teu também.
Ainda bem que há pessoas que por gosto e carolice fazem estes levantamentos.
Bom trabalho. Espero que sirva para salvaguardá-las.
...
Também fiquei muito contente por ver que a Alminha que está na Abrunhosa do Mato, junto à fonte Arnós, foi recentemente objecto de reabilitação e que está agora muito bonita e bem conservada.
 
Bom trabalho este o do GCR de Santo Amaro de Azurara - e o teu também.
Ainda bem que há pessoas que por gosto e carolice fazem estes levantamentos.
Bom trabalho. Espero que sirva para salvaguardá-las.
...
Também fiquei muito contente por ver que a Alminha que está na Abrunhosa do Mato, junto à fonte Arnós, foi recentemente objecto de reabilitação e que está agora muito bonita e bem conservada.
 
Pois Alex, pena é a tinta vermelha que saiu...
 
Felizmente, ainda há no concelho de Mangualde, Juntas de Fregusia que preservam essa arte da religiosidade popular. Abrunhosa- a- Velha é uma delas.Visitem-na!
 
Caro António

parabens por aqui divulgar a actividade de uma associação, principalmente quando se trata de levantamentos. Pois muito se tem feito no âmbito das associações, mas tudo fica confinado aos seus arquivos e apenas acessivel a alguns.
Veja a titulo de exemplo o levantamento da ACAB sobre o concelho que foi elaborado em 1983/4 e apenas em 2004, se não me engano, foi divulgado (http://patarq1.no.sapo.pt). Apesar das incorrecções que estes trabalhos podem ter, é sempre útil a sua divulgação para que esteja ao alcance da população em geral e dos investigadores.
Só não percebo o porquê de essa associação quando questionada sobre a sua actividade no âmbito do património cultural não ter referido os levantamentos que já efectuou. Lá ficava mais uma lacuna na minha dissertação de mestrado.
Por fim apenas reforço a ideia de que, na minha opinião, um trabalho de levantamento ou inventário, só está terminado com a sua divulgação/disponibilização à população em geral.
 
Terreiro, respondendo à tua questão: quem se oferece vale pouco dinheiro...
E depois é assim: santos da casa não fazem milagres...
Deixa-os andar, que assim são felizes...
 
Responedendo ao JL: nunca se sabe, são ambas na mesma aldeia...
 
Caro Pina Nóbrega.
Acompanho e tenho apreciado os seus comentários, tenho-os seguido e cheguei á conclução, que o Senhor é pretencioso, convencido,"não digo ignorante" mas mal intencionado o Senhor parece ser.
Senão porque é sempre aquele "bico de pés" quando alguem afirma"unicidade" refiro-me ao Espigueiro, de Fornos de Maceira Dão, o Terreiro fez-lhe um desafio o Senhor nada!.
A. Tavares falou em vias Romanas, mais concretamente a de Mourilhe,Pina Nobrega, comentou, mais ou menos isto; -"cuidado nem sempre as vias parecem o que são, podem ser calçadas Medievais".
A. Tavares retoma o assunto "Alminhas" cai na desgraça de citar uma Associação que fez levantamento destes monumentos.
E, logo aparece mais uma vez Pina Nóbrega,"não!não!.os levantamentos são só p'ra mim, eu é que sei, até já foi avençado da CMM, mas não tenho culpa de nada ter feito, e tão pouco saber, do que são capazes as ASSOCIAÇÕES."
Senhor Pina Nóbrega, tenha a certeza que paulatinamente, sem fitas cortadas, nem pavoanices, e desprestegiadas de de pessoas como o Senhor, elas as ditas ASSOCIAÇÕES continuam a respeitar os valores intrinsecos da sua Terra. na qualidade de Derigente associativo, fiquei a conhece-lo melhor.
 
O facto de colocar o texto como sendo anonimo, é prepositado, porque espero conhecer a pessoa do Senhor Pina Nóbrega, e dizer-lhe olhos nos olhos o que aqui disse.
Poderei estar equivocado com o juizo feito, mas é o que me tem feito crer, nas suas intervenções.
 
caro anonimo

Eu nunca disse que os levantamentos são para mim. Eu apenas disse que achei estranho que num inquérito que fiz às associações para a minha dissertação de mestrado a associação em causa não tenha dito que fez levantamentos do património cultural.
Quanto às vias, a minha resposta dirigia-se ao idanhense, corroborando a sua opinião, e passo a citar "de facto existe muita confusão entre vias romanas e medievais. o mesmo acontece com a acerâmica comum e as tegulae.
No entanto não devemos desconfiar das calçadas em rampa, pois os romanos apenas usavam este tipo de pavimento nas inclinações. Eu desconfio sempre quando me apresentam uma calçada "dita romana" numa planície."
Quanto à "unicidade" de facto aquele espigueiro não é único no nosso concelho. vejam o que disse o zuraças. Não me lembro de nenhum desafio.

Já agora revele a sua identidade! Ou será que é conhecido de todos nós.

Se há aqui alguém mal intencionado é o senhor que manipula afirmações e dados concretos. Eu apenas apresento factos e hipóteses.

Talvez um dia nos encontremos.
 
Resposta ao Pedro Pina Nóbrega

Estive para não responder, pensando existir alguma confusão de Associações, quando li no teu primeiro comentário «Só não percebo o porquê de essa associação quando questionada sobre a sua actividade no âmbito do património cultural não ter referido os levantamentos que já efectuou.»
Qual o meu espanto quando, mais uma vez fazes referência a associação que eu dirijo com o seguinte comentário «Eu apenas disse que achei estranho que num inquérito que fiz às associações para a minha dissertação de mestrado a associação em causa não tenha dito que fez levantamentos do património cultural.»

Vamos de uma vez por todas esclarecer um ponto, que ainda não compreendeste:

1 – As Associações não têm obrigação de responder a questionários de “estranhos” que escrevem a pedir informações das actividades destas.
- O GCR de Santo Amaro de Azurara, respondeu, sem nada questionar.

2 – Em carta por ti endereçada a este GCR, datada de 24 de Janeiro de 2006, dizias que «Este inquérito tem como objectivo recolher informações genéricas sobre as associações e as suas actividades relacionadas com o Património Cultural.» … « … para uma melhor valorização da actividade da associação a que preside.»
- O GCR de Santo Amaro de Azurara respondeu, genericamente, a todo o questionário, destacando os trabalhos já realizados. Entre esses trabalhos mencionados, consta um (mesmo no fundo da folha). CATALOGAÇÃO DOS MONUMENTOS DE CARIZ RELIGIOSO “ALMINHAS” NA LOCALIDADE DE STO. AMARO DE AZURARA.

3- O GCR de Santo Amaro de Azurara, remeteu o ofício resposta com o Assunto: Envio de Fichas de inquérito. (N/Ref.-009/06 Data-16/02/06). O ofício referenciado, terminava da seguinte forma:
- «Conte sempre com esta Associação, de forma a ouvir-se mais uma voz, irmanada na defesa dos valores intrínsecos á cultura patrimonial de Mangualde.»

Pedro Pina Nóbrega, a Associação de Santo Amaro de Azurara merecia da tua parte um pouco mais de respeito e dignidade, como da mesma forma, com dignidade e respeito, respondeu aos teus inquéritos.

Sem mais de momento,
O Presidente do GCR de Santo Amaro de Azurara
António Ferreira
 
Pina Nóbrega.

(Mais uma vez Anónimo)

Depois de ler o o que diz o Presidente do Grupo de Santo Amaro de Azurara.
Não me vou dar ao trabalho de o querer conhecer.

Tal como o Senhor diz,

"Eu apenas apresento factos e hipóteses." pois será apenas uma hipotese de superioridade que o Senhor demonstra ter
Ou ainda,o facto de vir a ser mais humilde e sobretudo mais idoneo.

Por aquilo que leio o "Senhor ainda por cima é mal agradecido"
Peço-lhe imensa desculpa, de não pretender conhecê-lho,prometo que
não vou gastar mais palavras do Thesauuros do Edovélico consigo pode ser, quem sabe! um dia vir a reconhecer, que a humildade é a virtude dos grandes mestres.


Bons trabalhos.
e tal como diz.
"alvez um dia nos encontremos."
 
rectifico(Thesairus do Endovélico)
 
não querendo tomar partido de ninguém, até porque não gosto de meter em questões que não são da minha terra, só me questiono a causa do anonimato
Terão medo de sofrer represálias.
Será esse tal Pedro Nóbrega assim tão mau!
Será que o António Ferreira e o Anónimo e o Terreiro são a mesma pessoa!
 
Depois de ler o post do presidente da associação aqui citada, fiquei ainda mais confuso. Ao rever a resposta recebida de Santo Amaro de Azurara, verifico que de facto não se tratava da resposta da referida associação, que nunca recebi, mas sim do Rancho Folclórico.
Assim quero aqui apresentar as minhas desculpas à Associação em causa pelo lapso cometido.

Renpondendo ao António Ferreira, presidente da referida associação, quero também dizer que não foi um estranho que escreveu às associações do concelho. Na carta enviada ia bem explicito quem eu era, nome e contactos, inclusivé Sitio na Internet, e o objectivo do inquérito, a investigação para a minha dissertação de mestrado sobre o Património Cultural do vosso concelho. Aliás eu nunca disse que as associações tinham obrigação de responder a questionários. Mas acho bom que respondam a determinadas instituições e a todos os investigadores que façam trabalhos nas áreas de actuação das associações, só assim se vai divulgando o trabalho meritório ou não das inúmeras associações deste país.
António Ferreira desejo que aceites as minhas desculpes e as comuniques aos restantes membros da direcção da associação em causa.
Em breve voltarei a solicitar-te o envio da vossa resposta que nunca chegou, daí o meu lastimoso lapso, pois de facto a resposta que chegou foi a do Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara, que não concretizou nenhuma actividade que tenha desenvolvido.
 
Carlos Lopes, anónimo ou quem quer que seja.

Por esse comentário verifico que não me conhece!
Eu não sou, nem nunca fui, pessoa para me esconder atrás de um anonimato quando exprimo uma opinião. Mais … não tive, não tenho nem nunca terei medo de represálias. Tudo o que tenho devo-o apenas à minha família e ao meu trabalho. As represálias são para aqueles parasitas que viveram e vivem apadrinhados e à custa de outros.
Quanto ao dizer que o Terreiro e o António Ferreira são a mesma pessoa … não!
O António Ferreira é a pessoa, o Terreiro é um jornal/Blog elaborado pela pessoa António Ferreira.
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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