NEOARQUEO
08 novembro 2006
  Viseu...no século XIX

O homem desde sempre agiu na natureza transformando-a. Por vezes irremediavelmente. A intervenção do homem, sempre no sentido da satisfação das suas necessidades, básicas ou de carácter mais supérfluo, ou de adapatção às novas realidades, pautou-se sempre, ao longo da grande caminhada, velha já de milénios e milénios, por deixar marcas na paisagem. Estas marcas transfiguram esta paisagem. Onde outrora nada havia, ou a Natureza em estado bruto imperava, hoje podemos observar um arranha-céus, uma estrada, uma auto-estrada, um magnífico jardim, uma extraordinária e movimentada avenida de uma grande cidade.
Viseu, capital da Beira Alta, para quem ainda se recorda das antigas Províncias de Portugal, em poucos anos mudou por completo a feição do seu rosto. Basta ver os arredores, onde polulam edifícios, bairros novos, escolas, espaços verdes. Mas também no seu coração a mudança foi acontecendo. Convido os meus amigos leitores e comentaristas a visitar Viseu do Século XIX e a compará-la com a actualidade. Vejam os Paços do Concelho e o Rossio, outrora chamado de Passeio de D. Fernando. Que diferença...
 
<$Comentários$>:
É a evolução natural :-)

Continuo a gostar bastante de Viseu e achá-la muito interessante.
 
É bem verdade o que afirmas.
O homem muda paisagem cada vez mais e depressa.
E a velocidade é tanta que até já aqueceu o nosso planeta azul.
Ao contrário do tempo calmos representados na fotogravura, nos dias de hoje Viseu cresce desmesuradamente subtraindo gente às periferias (esvaziando aldeias e vilas).

Viva a grande capital da Beira Alta!!!
 
E de facto bem diferente, mas actualmente esta muito mais frondoso e como eu adoro arvores!

Bem haja por divulgar esta fotografia antiga.
 
Eu pecador me confesso, nunca fui a Viseu.
 
Andava a navegar sem destino quando aqui aportei, como fizera noutras ocasiões e fiquei curioso e interessado. No fim conclui que valeu a bem pena, pois o blogue é sóbrio e elegante no estilo, elegante e a qualidade informativa salta à vista. Sendo assim voltarei. Parabéns.
 
Muito obrigado, Jofre alves.
 
Gostei de ver, também deve haver fotos destas de Mangualde, divulga lá, nem que tenhas que ir ao arquivo do Prazeres.


Um abraço
 
A diferença é enorme, sem dúvida. Mas que está melhor esta zona em particular, lá isso está. Claro que esta opinião é subjectiva visando o espaço enquanto capaz de satisfezer as necessidades actuais.
 
Mas que grande pecado, amigo joaquim baptista! Nunca ter ido a Viseu é um pecado dos grandes, tem que se penitenciar quanto antes!
Não conhecia esta foto, mas que a diferença para os dias de hoje é notória, lá isso é. De qualquer modo lá está a linha mestra do Rossio!
O tempo passa inapelavelmente e a sua influênca sobre a paisagem e sobre as mentaliades é incontornável.
Aquele coreto, porque é que o tiraram de lá? Como tantos outros epalhados que estavam por todo esse país? E como seria encantador, estar ali na actual esplanada e, de vez e quando, ser acompanhado pelo som mavioso duma orquestra de música ligeira ou até duma banda das muitas que ainda actuam pelas terras das Beiras?
Os meus quase 60 anos começam a trazer-me muitas (às vezes demasiadas e em catadupa...) recordações de outros tempos. Acho que nos estamos a desfazer demasiado depressa das tradições, em nome do progresso. Que progresso? Não seria de se reflectir um pouco mais sobre a noção de progresso em termos de qualidade da nossa vida como seres humanos?
hummm...
 
Subscrevo por inteiro as suas palavras, ASN. UM grande abraço beirão.
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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