História Recente...ou longínqua?

A vida avança a um ritmo deveras alucinante. Ainda à pouco tempo viamos estes placards assinalando a presença de um posto de correios, telégrafo e telefone pelos mais variados sítios, preferencialmente nas aldeias mais distantes. Estes placards são do tempo em que a vida era de facto bastante mais lenta, vivida a passos mais pausados. Deste tempo eram as aldeias que ainda tinham população; crianças nasciam e justificavam as escolas que por ali existiam. Estes placards são do tempo em que não havia telefones em casa das pessoas, só de algumas. São contemporâneos de uma idade em que não havia televisão em casa dos portugueses, só de alguns. Estes placards são de um tempo em que Bill Gates ainda andava de calções e a jogar aos cromos, muito longe de pensar em computadores e programas para estes. Estes placards são do tempo em que os CTT ainda albergavam a companhia de telefones; só mais tarde, já na era da Democracia é que a PT se desagregou dos CTT. Estes placards são de uma idade ainda próxima, mas, olhando para eles, parece que já passaram longos e longos anos...
Vestígios arqueológicos de Espinho

Nos últimos quinze dias, alertado pelo meu amigo e amante destas coisas da História e da Arqueologia, João Ferreira, visitei a aldeia de Espinho, da Freguesia do mesmo nome, aqui no Concelho de Mangualde, para que visse uma estela funerária que por ali existia. Desloquei-me à referida povoação e lá fui dar com ela, isto é, com parte dela. Efectivamente, colocada sobre o ombral da porteira de uma casa, lá está a estela funerária, provavelmente medieval. Falta-lhe espigão, exibe apenas a "palmatória" onde se pode ver uma cruz em alto relevo. A cruz, entre outros temas, era o motivo mais frequente a decorar tais cabeceiras de sepultura. Colocando-a no referido ombral, presa a este por cimento, virada para a rua, para que os transeuntes a possam ver e admirar, foi a forma que o proprietário encontrou para preservar tal testemunho histórico; fê-lo certamente por achar bonita, interessante, fora do vulgar tal pedra e talvez não por saber na realidade qual o verdadeiro sgnificado desta. Fez bem: preservou e expôs ao "público". Os detalhes métricos e técnicos não são importantes de referir neste momento. Já publiquei neste blog um artigo técnico sobre cabeceiras de sepultura (Dezembro de 2005). Deixo-vos a foto para admirardes.