NEOARQUEO
28 janeiro 2007
  História Recente...ou longínqua?

A vida avança a um ritmo deveras alucinante. Ainda à pouco tempo viamos estes placards assinalando a presença de um posto de correios, telégrafo e telefone pelos mais variados sítios, preferencialmente nas aldeias mais distantes. Estes placards são do tempo em que a vida era de facto bastante mais lenta, vivida a passos mais pausados. Deste tempo eram as aldeias que ainda tinham população; crianças nasciam e justificavam as escolas que por ali existiam. Estes placards são do tempo em que não havia telefones em casa das pessoas, só de algumas. São contemporâneos de uma idade em que não havia televisão em casa dos portugueses, só de alguns. Estes placards são de um tempo em que Bill Gates ainda andava de calções e a jogar aos cromos, muito longe de pensar em computadores e programas para estes. Estes placards são do tempo em que os CTT ainda albergavam a companhia de telefones; só mais tarde, já na era da Democracia é que a PT se desagregou dos CTT. Estes placards são de uma idade ainda próxima, mas, olhando para eles, parece que já passaram longos e longos anos...
 
<$Comentários$>:
Já nem em Idanha-a-velha existem
 
Do que esta rapaziada de História e Arqueologia se vai lembrar!
A foto está um espectáculo e o vestígio hitórico bem à vista!
(parece que na 1ª linha há por aí uma gralhazita...de impressão!..-)
Um abraço.
António
 
Tambem ainda sou do tempo dessas placas, mas nao admira ja sou "cota"!

Parece que foi ha uma eternidade e ainda foi ha pouco tempo.

Nao me diga que conseguiu uma placa dessas para a sua coleccao?

Um abraco de amizade.
 
Lembro-me bem dessas placas qd era miúda ;-)

Bjs
 
Eu acho que ainda tenho uma relíquia lá por casa, um livro do museu dos telefones na altura em que era correios e telefones (TLP, acho eu. O tempo passa e tudo se transforma!
pedrinha rolante
 
De facto essas pequenas coisas são cada vez mais arqueológicas... a sua categorização faz-se ao ritmo da maior ou menor memória e penso que estas placas, embora perto no tempo já se encontram distantes na memória em virtude dos "tsunamis" de imagens corporativas que nos assolam diáriamente.
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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