NEOARQUEO
24 outubro 2007
  Rica casa...pobre

Por diversas vezes, nos também diversos trajectos que diariamente faço para ir trabalhar, encontro pequenas relíquias, pequenos monumentos, cenas do dia a dia, enfim, muitas coisas que testemunham a vivência passada e actual das pessoas anónimas desta região.
O caso de hoje é esta magnífica casa senhorial, presumo pela traça que seja do século XVIII. Fica em Lageosa do Mondego, para os lados de Açores e Porto da Carne, no Concelho de Celorico da Beira.
Mas, o interessante é a diferença que existe no lado direito e esquerdo do mesmo edifício.
Desconheço as razões que levaram ao restauro de apenas uma parte da casa. Provavelmente o edifício constituiu herança para duas pessoas: uma delas procedeu a obras e, infelizmente a outra não o fez...Se foi assim não sei, é só especulação. Agora, uma coisa é certa: é uma pena que edifício tão bonito não esteja todo ele restaurado...
Fica a foto para admirardes e comparardes.
 
<$Comentários$>:
Eu, que também me prendo ao nosso património construído, sinto uma certa mágoa ao testemunhar a triste realidade - até os lindos edifícios podem ter boa ou má sorte!! E é o que se vê - um belíssimo edifício mutilado ! Provàvelmente aos donos da parte restante a vida não correu tão bem, o dinheiro não estica e assim não há nada a fazer! É pena,mas pode ser que os ventos mudem,quem sabe...
 
Realmente é uma pena não estar todo reabilitado. Sendo uma casa brasonada devia merecer melhor sorte e atenção das autoridades locais. Mas o que é que se pode fazer?
A parte degradada parece estar em muito mau estado e se continua assim durante muito tempo vai desabar toda (se é que já não desabou).
Não gosto muito de ver, na parte restaurada a portas com vidro – descaracterizou um pouco o original. Também não gosto de ver aquela porta convertida em janela pois está a desvirtuar a simetria do edifício. Mas antes assim do que em ruína.
Que pena perder-se esta jóia.
 
Que pena a parte com pedra a vista, ter tido a sorte da outra!
No entanto o que gostareia de ver, era toda a casa recuperada mas com pedra a vista!
Pode ser que o dono da parte mais abandonada, possa no futuro e que o proprietario da outra parte concordem com uma recuperacao desse genero!

Um abraco amigo do d'Algodres.
 
Nao damos ımportancıa nenhuma as coısas que sao nossas que nos identıfıcam ... depoıs quando dermos conta ... ja e tarde!!

Abraços desde Istambul
 
Atenção tenho que deixar aqui um esclarecimento - no restauro do rés do chão não taparam nenhuma janela !Do outro lado também não tem.A fachada é simétrica a partir da entrada principal.O reboco e pintura branca está bem, porque quando as fachadas tinham cantaria à volta das aberturas - janelas e portas - e também em roda pé e esquinas eram normalmemte pitadas.Ás vezes a falta de dinheiro não deixava acabar a obra...
O que me parece ser um erro que se vai repetindo noutros restauros é a solução das vidraças que deveriam ser em vidrinhos´.
 
Este é o retrato de Portugal.
Existe um País pobre e um País rico, o problema é que cada vez se nota mais a diferença!
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
O homem do lado pode não ter dinheiro para compor a sua parte... mas uma limpeza nas pedras até com suor o pode fazer, a pobreza de espírito é a mais difícil de combater por vezes essas coisas é só para chatear o vizinho (Hoje acordei mal disposto e não vou ficar do lados dos mais fracos, os outros é que mandam canso-me menos), tu até conheces a casa do Rochinha onde devoramos algumas petisqueiras e vês que a casa do lado (de um tal Engº) está a cair. Um dia fazemos uma revolução e damos tudo aos ricos...outra vez.

Um abraço
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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