NEOARQUEO
01 janeiro 2011
  Cultura (antiga) na Abrunhosa do Mato

Há já longos anos, talvez, e se não me engano, 26 anos, este grupo da foto era bastante dinâmico e culturalmente activo na Abrunhosa do Mato. Claro que infelizmente não estão todos na foto.

Mas, vamos situar-nos: estamos num Domingo, ou noutro dia qualquer do ano de 1980 ou 81.

O local é o salão do Centro Recerativo Abrunhosense. Claro que a música que nos fazia dançar era na altura Rolling Stones, Procol Harum, Duran Duran, Rod Stewart, Diana Cross, Michael Jackson, Depeche Mode, etc. etc. etc.

Mas este grupo, não se limitava á dança por divertimento, Naquela altura e já antes, num grupo mais alargado de jovens de diversas idades se faziam as diversas actividades culturais na aldeia de Abrunhosa do Mato.

Por este Centro subiram ao palco peças de teatro, salpicadas de pequenos sketchs humorísticos que faziam alusão aos acontecimentos sobretudo da localidade, mas também aventurando-se a temas nacionaisn que nso entravam em casa pelos televisores (alguns a inda a preto e branco).

Falta muita gente neste grupo de dançarinos e que sempre estiverem na primeira linha das actividades teatrais e culturais da aldeia.

Sei que vou correr o risco de ser injusto se me esquecer de alguéme, como alguém certo dia me disse ou se fala em toda a gente ou então fala-se na generalidade, mas mesmo assim vou correr o risco:falta aqui o Gil Martins, o Victor Cralos, o João Manuel, o João Pedro (com toda a certeza que era o fotografo desta foto...), o Octacílio, a Graça, a Clara, a Lena, o Virgílio, a Né, o Alex, O António Joaquim, a Fatinha, o Rui, o Luís Baterista, a Izilda, o Rui Cruz, e a geração mais nova (na época): a Cristina, a Fernanda, o Carlos do carmo, a São, a Maryfatima,a Maryzilda, o Zé Marques, o Zé Luís, e toda a malta que não sendo dados às actividades de palco participavam sempre com o appoio, nem que não fosse no bar a beber umas super bocks, contribuindo assim para que o Centro e a sua Direcção pudesse pagar a luz para que nós, os mais artistas, pudessemos animar a aldeia de tempos a tempos com as nossas actividades culturais.

Não estou aqui numa de passadismo, nem tampouco para fazer qualquer tipo de crítica à juventude da aldeia, porém este tipo de actividades que na minha juventude acontecia amiúde pura e simplesmente acabou, e lamentavelmente connosco...

Nós tivemos exemplos que seguimos, não posso esquecer os exemplos do Sílvio Abrantes, do Jorge Abrantes, do Jeff, do Amarilis enter outros, e mesmo da malta que não estudando no então Colégio de São José e no de Santa Maria, e mesmo no Liceu de Nelas, nas várias garagens e salas de algumas casas faziam bailes ao som dos velhos gira-discos. O Centro nessa altura não existia...

Na senda da grande tradição cultural e artística de Abrunhosa do Mato, que é velha de anos: Banda Filarmónica, Ranchos folclóricos, diversos movimentos culturais que sempre levaram o nome de Abrunhosa do Mato pela região fora, e que já tive aqui oportunidade de falar deles, noto que há uma certa ausência de garra cultural...

Mas, tudo tem remédio, e ha-de aparecer, mais cedo ou mais tarde uma geração mais virada para as artes...

PS Este Post foi transferido para data posterior por questões técnicas.


 
<$Comentários$>:
e olha que alunos de Artes não me têm faltado :-)

***Feliz ANo Novo 2008 para o NeoArqueo e sua família***

Bjs
 
Meu caro amigo, não consigo ver a tua carinha laroca, ali a dançar. Provavelmente estavas a tocar ... verdade?

Um Feliz 2008, cheio de Saúde.

São os votos do António Ferreira
 
Não é preciso procurares muito para me veres, basta olhar...
 
As fronhas mantêm-se inalteradas – de todos!

Um abraço e bom ano!
 
Até sem óculos se vê onde estás :-)
Apesar de estares menos volumoso e mais ligeiro no pé...

Bom ano
 
Este comentário foi removido pelo autor.
 
Exemplos como o que o amigo apresenta, podiamos apresenta-los em todas ou quase todas as aldeias da nossa Beira.
Todos sabemos que os novos jovens tem outros interesses, tambem muitas vezes nao tem alguem quem os incentive.
Outro dos grandes problemas e a continua desertificacao das nossas aldeias, ora havendo cada vez menos gente menos ideias e actividades acontecem, faco sinceros votos que o ano de 2008, seja de uma mudanca e, que as pessoas embora trabalhando nas cidades continuem e residir nas aldeias dando-lhes uma vida que infelizmente foram perdendo!!!

Um optimo 2008 para si e todos os leitores.

Com um abraco do d'Algodres.
 
Ena António Tavares, o que o amigo foi lembrar. Pode crer que até as lágrimas me vieram aos olhos. Só de lembrar o que a juventude do meu tempo (anos 50/60) inventávamos para conviver e praticar por amor a arte do Teatro.
Aquela peça da Severa, por mim encenada e ensaida (tinha para aí 14 anos), convidámos toda a vizinhança e arredores, fomos para o 1º andar duma espécie de palheiro, convivemos, cada um levou uma comparticipação. Uma tarde excepcional e a recordar. Para além do mais também desempenhei o papel de Severa e cantei (quer dizer...) o fado.
Que venha o 2008, nós não temos medo! Mas que a Fé não é lá muita lá isso também é verdade.
Um abraço
António
 
O JL sabe bem e eu também sei como ele e nós (2 DJ's do Caraças), de principio através de uma simples animação com Karaoke de borla, já tentamos diversas vezes captar o pessoal para o centro mas normalmente ficamos lá os três a cantar até ao final da noite.
O resto do pessoal fica no café ao lado ou em casa a dizer: "possa, não se faz nada nesta terra" é o que temos. Já disse uma ou duas vezes que ia desistir disso um dia destes é mesmo a sério.
E digo isto sem problemas alguns, o pessoal da terra da ordem dos 28/32 anos não liga patavina a cultura seja ela qual for, como não estou ANÓNIMO, podem por favor contrapor-me (mas com factos por favor).
Cumprimentos.

PS: eu sei que vocês passam por cá!
 
Há alguns anos atrás fizemos um teatro no CRDA que apenas teve um espectáculo -morreu a nascença.
Apesar de tudo ter corrido lindamente, até hoje ainda não consegui entender como é que se abraça um projecto como aquele e depois o deixamos morrer assim.
Mesmo com convites para actuar noutras localidades – nada – berrou…
Já anteriormente, com outro grupo de teatro, aconteceu a mesma coisa.
Até parece sina. Depois de tanto trabalho… Não consigo entender as nossas gentes!!!?????
Por isso North - não desistas. Essa deve ser a solução.
 
Antes de mais um Feliz 2008.
Que ele traga mudanças culturais... são realmente necessárias.

Até mete pena, mas o desenvolvimento é assim. Repara quantos jovens tem a Abrunhosa neste momento e quantos tinha há 20 anos atráz... Além disso, e infelizmente, os mais jovens actualmente só se divertem nas "discotecas"... os bailes de garagem são coisa do outro milénio. passaram sem deixar rasto... só deixaram saudade.

North continua a tentar, pois a esperança é e será sempre a ultima a morrer. Boa sorte

Um Abraço saudoso da alemanha

Zé Marques
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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