NEOARQUEO
03 junho 2009
  Batida de Campo...

No passado dia 2 de Junho foi um daqueles dias cheio...
No caso tratou-se de uma batida de campo ao longo de um dos rios que banham o Concelho de Mangualde.
Os trabalhos, da responsabilidade de uma empresa de Arqueologia, consistem em inventariar e localizar todos os vestígios patrimoniais (arqueológicos e etnográficos) existentes numa determinada área num deteminado território.
O convite para eu colaborar nos trabalhos, ajudando a localizar alguns vestígios arqueológicos referenciados naquela área, foi-me formulado por aquela empresa de arquelogia.
É bem verdade que quando se procura, acha-se. De facto, tentando a localização de umas sepulturas escavadas na rocha, referidas no meu Levantamento Arqueológico (1985) que não conseguimos detectar, pois a vegetação nos impediu, e a minha memória já não conseguiu reconstituir a paisagem de então, levou-nos, neste caso particular à Dra Carla a "topar" com uma sepultura em início de escavação...e, sabe-se lá porquê, abandonada...
Na realidade não se encontram umas, encontram-se outras...
Bastante gratificante para um trabalho deveras cansativo e sob um calor que junto ao rio ainda se fazia notar com mais intensidade...
Estou habituado a fazer batidas de campo, sobretudo com o sentido de procurar vestígios arqueológicos, ou mais recentemente na procura dos trilhos das "vias" romanas. A minha primeira pista é a toponímia e a bibliografia.
Mas, fazer batida de campo, partindo dos mesmos princípios e ter que georeferenciar (com toda a precisão) todos os vestígios arqueológicos e "arquitectónicos" (ou na nomenclatura correcta: etnográficos) numa determinada área, na maior parte das vezes inóspita, difícil de alcançar, com muitos e variados perigos (muitos mesmo) é tarefa ciclópica e de grande rigor e responsabilidade, asseguro-vos.
Foi uma experiência fantástica, sobretudo porque tive o privilégio de ver vestígios e ruínas da ocupação humana, vestígios de formas de vida quotidinana, diria até arcaica, que já se findou e...que sensação estranha a de saber que foi há tão pouco tempo que essa realidade acabou...sim, pois 50 anos não é nada no tempo histórico...
É toda uma realidade sócio-económica e cultural que se esgotou...A vida ribeirinha foi uma realidade até há relativamente pouco tempo, mas hoje em determinadas zonas de portugal extinguiu-se, pura e simplesmente.
Foi um vivência fantástica, pois tive o privilégio de aprender a trabalhar nestes contextos (para mim novos) com uma equipe de excelentes e reputadíssimos arqueólogos.
Deixo-vos algumas fotos fotos para dar a ideia do património existente...
 
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http://crdabrunhosense.blogspot.com/
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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