NEOARQUEO
17 junho 2009
  PLACA de CIMENTO do Mondego

No Post publicado abaixo, com o título UM Passeio ao Velho MUNDA, a certa altura faço referência a uma placa de cimento, que existe em ambas as margens, junto ao que resta do pontão com arranques em cimento, e que contém uma inscrição e uma data. A leitura no dia foi difícil.
Entretanto tive que lá voltar para colher novos elementos para os trabalhos, e procedi novamente à leitura da placa. Após análise verifiquei o que lá estava escrito: "Al (r) DA CHEIA DE 2 1 1962". Ora bem isto quer dizer:
ALTURA DA CHEIA DE 2 1 1962.
Na realidade o Mondego em Janeiro de 1962 teve umas cheias enormes, tendo-se feito sentir com maior intensidade no baixo Mondego, junto a Coimbra.
Bem, mas aqui na Abrunhosa o acontecimento não passou despercebido, pois deve ter destruído o pontão que referi no mesmo Post (a uma quota 5 metros mais abaixo).
Estas cheias devem também ter sido as que o "Rodelas" referia que lhe estragaram os moinhos, mas estes eram tão bons tão bons que foram sempre a trabalhar até Coimbra...
Esta placa atestará certamente o ponto de altitude a que as àguas chegaram.
Neste momento pesquiso se terão sido estas cheias que terão destruído o pontão inicial ( ao nível 5 m abaixo), presumo que sim...
Pesquiso se foram estas cheias que destruiram o moinho do Caldeirão...
Pesquiso também se o mesmo pontão ainda serviu os trabalhadores das sondagens para a Barragem, uma vez que a função inicial dele era o de permitir a travessia das pessoas (sobretudo de Girabolhos e alguns abrunhosenses que viviam nos terrenos agrícolas de sucalco ali perto) para utilizarem os serviços do moinho.
Pesquiso se o pontão antigo já teria sido destruído antes das cheias de 1962 e se o pontão "actual" (para servir os trabalhadores das sondagens) já existia na altura das mesmas cheias...
As informações orais já estão a ser recolhidas e cruzadas. Quando houver pormenores publicá-los-ei.
Voltando à carga dos moinhos do "Rodelas" , e fazendo fé nesses relatos, uma coisa é certa: as cheias de 1962 terão destruído certamente os inúmeros moinhos que ao longo do rio existiam...
Aqui na Abrunhosa do Mato, os "Ferreiras" deverão ter ficado na altura sem parte do seu património de molinagem...
Uma interessante história para contar aos Abrunhosenses que não viveram esses tempos...
 
<$Comentários$>:
Caro António na foto consegue-se ler sem dúvidas:
ALRA DA CHEIA / DE / 2 1 1962
3ª e 4ª letra em expoente, 5ª e 6ª letras de menor tamanho.
Sobre as cheias talvez os jornais locais da época tenham registado o acontecimento.
abraço
 
Este domingo (21/6/2009) fui até lá dar uma vista de olhos "nas obras". Andei por lá a "bisbilhotar" mais um primo e o meu filho.
A placa do lado de abrunhosa não se lê muito bem, mas a placa do lado de girabolhos lê-se muito melhor.
Constatámos também que os cabos de aço do pontão ainda suportam com 85 Kg pelo menos :)...
Uns 100 a 150 metros a jusante do pontão, do lado de girabolhos, (margem esquerda) existem duas "réguas" que se complementam para medição da altura das águas. Talvez por lá existam mais achegas para esta fogueira!
 
Esqueci-me... o G1 tem cerca de 20 metros formando um S e acaba (tanto quanto conseguimos ver) numa "sala" de forma rectangular onde existem várias infiltrações de água. O Inicio e o fim terá uma altura de 1,6 - 1,7 metros mas no meio baixa um pouco. Já o G2... ficou para uma próxima :-)
 
Matos,
e os amigos morcegos?!!!
Este Domingo também lá fui ver mais uma das galerias que me faltou georeferenciar. Era só morcegos...até meteu impressão...
Sim, as re´guas são visíveios da margem da Abrunhosa...já estão fotografadas e georeferenciadas.
Pelo que li da tua mensagem, na placa de cimento a informação é amesma que a do lado de cá, certo?
 
Exactamente, do lado de lá lê-se precisamente a mesma coisa.
 
Obrigado amigo Matos.
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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