Casa dos Faros - Santo Amaro de Azurara

Segundo a carta de armas concedida por D. José I, em 26 de Janeiro de 1756, a Bernardo José do Couto da Costa Faro, de Lobelhe do mato, a família dos Faros descendia “do verdadeiro tronco dos nobres e antigas linhagens dos Costas, Sampaios e Coutos que neste reino de Portugal são fidalgos de linhagem e cota de armas”. O mesmo documento aponta-nos para o membro mais antigo da Família, Henrique da Costa faro, fidalgo da casa real, que segundo a tradição, vivia nobremente em Lisboa no reinado de D. Sebastião, sendo degredado para o concelho de Zurara no tempo de D. Filipe I por não seguir o seu partido. Estamos, portanto, no final do século XVI. Nos finais do século seguinte já a família aparece instalada no lugar de Cães de Cima, hoje Santo Amaro de Azurara. A actual casa, construída provavelmente no séc. XVIII, é propriedade do Sr. Eng. Fernando Brito e Faro. Desenvolve-se horizontalmente numa fachada longa e simples, articulada com pilastras lisas e pouco salientes. Pormenor interessante a registar, é o facto da casa estar ligada à capela por uma construção em arco, por passar ali um caminho público que dá acesso ao outro lado da aldeia. É daqui que emerge um magnífico frontão barroco rompendo a linha do telhado, onde é colocado o brasão com as armas dos Faros, Coutos, Sampaios e Costas. A capela, dedicada a Stª Quitéria, não perturba a composição, sujeitando-se às linhas da fachada. Apenas se destaca um frontão quebrado sobre a porta principal. In
Casas Solarengas no Concelho de Mangualde, de Anabela dos Santos Ramos Cardoso.