NEOARQUEO
11 julho 2009
  Paisagens humanas do Rio Mondego e ribeira de Cativelos
(para ouvir a música faça clik no ícone)


Na realidade só quando não temos as coisas que já tivemos, ou estamos na eminência de as vir a deixar de ter é que despertamos na totalidade para o valor que essas mesmas coisas encerram e têm para nós.
O Rio Mondego tem uma História e encerra histórias que a memória do homem já esqueceu.
Se pensarmos nos milhões de anos que o rio tem...
Se pensarmos que o Homem convive com este rio há milhares de anos...
Se pensarmos na importância que o Rio teve, tem e continuará a ter para o Homem e para esta região, talvez seja diferente o olhar que para estes pequenos legados da paisagem humana fizermos.
Estes vestígios de uma vida que há muito já acabou há-de levar-nos a ter vontade de sentir e de interpretar os homens e mulheres que a fizeram.
Estes vestígios, estas ruínas são o resultado e ao memso tempo vítimas da vontade humana em substituir constantemente o progresso por outras formas mais progressivas do próprio progresso.
Este slide mostra mais algumas paisagens humanas e naturais que vão sair da nossa convivência...
 
<$Comentários$>:
Compadre

Estes vestigios não são ao pé da Abrunhosa, pois não?
 
Não, compadre. Estes vestígios são na zona da Ponte Palhês. Mas a ponte e as ruínas das casas junto à ponte das fotografias é na ribeira de cativelos. Para se ver é simples: passas a ponte palh~es e vais em direcçaõ a Gouveia, a certa altura há, à esquerda uma ruína e uma placa que apenas se lê do lado de gouveia, e que diz: ponte das Cantinas 300m. Pronto. Páras aí a viatura. Sais do carro e, de máquina em punha, acompanhado da comadre e do M vais admirar aquela velha ponte...vale a pena...
 
Belas imagens!
Um abraço,
 
Ó Tavares, eu também já me encarreguei de divulgar aquele pequeno paraíso aos amantes do Geocaching. Coloquei lá uma cache (que aliás quase se vê numa das tuas fotos :-)) e quem lá tem ido fica fascinado.
Pena é que daqui a uns anitos vá ficar debaixo de água, mas até lá...

Podem espreitar aqui
.
 
Matos,"espreitei" pelo teu "binóculo". De facto um excelente serviço que prestaste ao mundo. Na caracterização da ponte referes que é uma ponte romana ou medieval. A mim, não me parece romana e provavelmente também não será medieval. Não sei. Porém, pode ter sido edificada num sítio onde os romanos e, na continuidade, os "medievais" atravessariam a ribeira. É um assunto que me está a merecer algum trabalho, pois uma das vias romanas (provavelmente a de Mangualde, Mesquitela, Mourilhe poderia dirigir-se para Gouveia atravassando o Mondego pela zona da ponte Palhês). No entanto, a fazê-lo nesta zona não teria necessidade de o fazer pela Ribeira de Cativelos. Por outro lado se o não fizesse pela zona da ponte palhês teria que o fazer mais a montante e aí sim teria que atravessar pelas cantinas. Fará sentido ter que fazer a travessia de dois rios, quando pode ser feita apenas num?
Não podemos esquecer também que a montante, na zona de Abrunhosa-a-Velha, a via romana "Caminho Branco" galgaria o Mondego na zona da Ponte da Barca, apanhando o lajeado que conduz a Arcozelo e que ainda há pouco tempo era visível. Como sabes a Viação Romana é um assunto em que estou a trabalhar...não é fácil, mas é muito interessante. Agradeço-te qualquer contributo que me possas fornecer, amigo Matos.
Ah...ainda havemos de ir às Quelhadas, não está esquecido...
 
Tavares, as várias pesquisas que fiz para escrever o texto da página da cache, levaram-me até esta página aqui relacionada com o IPA e o Ministério da Cultura, onde se lê em 'Periodo/Notas: Romano///Idade Média' agora a veracidade ou não fica entregue a vós historiadores. Também é verdade que na inventariação de Monumentos do distrito de Gouveia, não há referencia a esta ponte das Cantinas.
São mais umas achegas...
 
Matos,pois de facto no IPA a ponte está assim classificada. Também já tinha consultado essa base de dados. Porém, os elementos da ponte não me indicam, a mim, que seja romana. Medieval? Talvez. Como disse na resposta ao teu comentário: "não sei...". Contudo acho provável que naquele sítio possa ter havido uma passagem na antiguidade e que tenha tido continuidade pelos tempos fora. Quanto àquela obra de arte, em concreto, não me parece ser tão antiga...Porém, desconheço os argumentos da Doutora Catarina Tente que a levam a classificar como tal.
Com o avançar dos trabalhos da viação alguma coisa há-de aparecer que lance mais luz..
Uma coisa é certa: ela é linda, e inevitavelmente vai ficar submersa.

Outra coisa, tenho que ir ter contigo à D...para falarmos sobre geocachs, ok?
Abraços.
 
Quando quiseres...
 
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António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


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