NEOARQUEO
03 fevereiro 2011
  O Abstracionismo

Começou com Kandinsky, o abstraccionismo efectiva-se como o rompimento com a realidade e o fomento dos pensamentos, inspirações e sentimentos dos artistas.
Numa fase inicial, esta vanguarda artística que se desenvolveu em 1910, é proclamada de abstraccionismo sensível ou lírico porque acreditava-se que nem sempre o tema é o mais relevante numa obra. As cores, as formas ao reproduzirem imagens figurativas perdem muita da sua expressividade que por si só possuem. Assim, as formas deixaram de ser figurativas para passarem a ser abstractas como forma de devolver às cores a simbologia e interpretação que cada um de nós lhes queira dar. Superando assim o campo de reacções e sugestões possíveis que o figurativo transmite, Kandinsky defendia que o abstracto abria a porta à imaginação, à crítica, à subjectividade e individualidade de cada um, porque afinal, a arte é uma linguagem universal!
Por outras palavras, as abstracções de forma e de cor, tal como a música despertam sensações directamente na alma.
Portanto, as formas, as linhas, as cores, substituem figuras, afirmando-se assim uma linguagem não figurativa, desenvolve-se uma vertente filosófica associada a este tipo de expressão, na medida em que se exclui o materialismo em detrimento da pura essência das coisas.
Em Improvisação 26 pode-se observar a explosão gritante das cores, que cada um de nós pode interpretar conforme a emoção e sensações que nos vai suscitando, cores fortes dançam, linhas correm, relevos sensuais movem-se, à vida na tela!
Kandinsky afirma em Do Espiritual na Arte, 1912, que “Uma obra de arte é constituída por dois elementos: o interior e o exterior. O interior é a emoção na alma do artista; essa emoção tem a capacidade de provocar uma emoção semelhante no observador […] O elemento interno deve existir; caso contrário a obra de arte é uma impostura. O elemento interno determina a forma da obra de arte.”
A função da arte, segundo esta vertente artística, seria para lá da realidade, o seu carácter profundamente platónico, desprendido dos bens materiais dando grande relevo aos instintos e emoções. A arte seria a forma privilegiada, à feição da música, de universalizar uma linguagem, partindo de um teor subjectivo que abre portas ao individualismo do intérprete, torna-se uma dialéctica capaz de superar, assim, as diferenças intelectuais e culturais do espectador, pondo-os no pedestal mais alto, o da igualdade!
Mafalda Tavares
PS. Este Post foi transferido para data posterior em publicação neste Blog por questões técnicas.
 
<$Comentários$>:
olá

sou mangualdense e gostaria de saber

se existe alguma publicação sobre

arqueologia no conselho de Mangualde

saudações

Carmo Amaral
 
Enviar um comentário

Subscrever Enviar comentários [Atom]





<< Página inicial
Espaço para reflexões sobre Património Cultural, Arqueologia, Historia e outras ciências sociais. Gestão e Programação do Património Cultural. Não é permitida a reprodução total ou parcial de qualquer conteúdo deste blog sem o prévio consentimento do webmaster.

A minha fotografia
Nome:

António Tavares. Arqueólogo e Gestor do Património Cultural. Actividade liberal, Arqueoheje e Município de Mangualde.


Arquivo
Setembro 2005 / Outubro 2005 / Novembro 2005 / Dezembro 2005 / Janeiro 2006 / Fevereiro 2006 / Março 2006 / Abril 2006 / Maio 2006 / Junho 2006 / Julho 2006 / Agosto 2006 / Setembro 2006 / Outubro 2006 / Novembro 2006 / Dezembro 2006 / Janeiro 2007 / Fevereiro 2007 / Março 2007 / Abril 2007 / Maio 2007 / Junho 2007 / Julho 2007 / Setembro 2007 / Outubro 2007 / Novembro 2007 / Fevereiro 2008 / Abril 2008 / Maio 2008 / Setembro 2008 / Outubro 2008 / Novembro 2008 / Dezembro 2008 / Março 2009 / Abril 2009 / Maio 2009 / Junho 2009 / Julho 2009 / Agosto 2009 / Setembro 2009 / Outubro 2009 / Dezembro 2009 / Janeiro 2010 / Abril 2010 / Junho 2010 / Setembro 2010 / Novembro 2010 / Janeiro 2011 / Fevereiro 2011 / Março 2011 / Abril 2011 / Maio 2011 / Junho 2011 / Julho 2011 / Agosto 2011 / Setembro 2011 / Outubro 2011 / Novembro 2011 / Dezembro 2011 / Janeiro 2012 / Abril 2012 / Fevereiro 2013 / Junho 2013 / Abril 2016 /




Site Meter

  • Trio Só Falta a Mãe
  • Memórias de Histórias
  • arte-aberta
  • Rede de Artistas do Arte-Aberta
  • Museu Nacional de Arqueologia
  • Abrunhosa do Mato
  • CRDA
  • Instituto Arqueologia
  • Terreiro
  • O Observatório
  • Domusofia
  • O Mocho
  • ACAB
  • O Grande Livro das Cabras
  • Teoria da conspiração e o dia dia do cidadão
  • O meu cantinho
  • Escola da Abrunhosa
  • O Fornense
  • Um Blog sobre Algodres
  • d'Algodres:história,património e não só!
  • Roda de Pedra
  • Por terras do Rei Wamba
  • Pensar Mangualde
  • BlueShell
  • Olhando da Ribeira
  • Arca da Velha
  • Aqui d'algodres
  • n-assuntos
  • Universidade Sénior Mangualde
  • Rotary Club de Mangualde
  • galeriaaberta
  • Francisco Urbano
  • LONGROIVA
  • Kazuzabar